5 práticas de atendimento de urgência que podem diminuir a fila de espera

Tempo de leitura: 7 minutos

Quando pensamos em unidades de saúde, principalmente aquelas que lidam com atendimentos de urgência, é comum que a primeira imagem que venha à mente seja a de uma longa fila de espera, daquelas em que o paciente não possui sequer uma perspectiva de ser atendido em breve.

Este tipo de cenário é agonizante tanto para os pacientes como para seus acompanhantes, e também para quem trabalha nessas unidades, afinal, muitas pessoas em uma fila de espera é sinal de que vem muito trabalho – e reclamações – pela frente.

Em muitos casos, não se trata apenas de uma questão de demorar um pouco mais para receber o atendimento, alguns casos mais graves resultam em pacientes perdendo a vida antes mesmo de receberem o tratamento adequado ao seu estado clínico.  

Neste post serão abordadas 5 práticas e sugestões que auxiliam na redução das filas e na efetividade dos processos internos relacionados ao atendimento de urgência. Confira!

1) Estabelecimento de triagem rigorosa

Todo hospital ou pronto socorro possui um sistema de triagem para avaliar o estado dos pacientes que chegam à unidade. Invariavelmente, esses sistemas beneficiam as pessoas que apresentam estado de saúde mais crítico, porém, a agilidade neste processo é tão importante quanto o critério de análise do quadro clínico.

Os profissionais capacitados para atuar no atendimento pré-hospitalar necessitam de conhecimentos avançados para distinguir as necessidades de cada um e direcionar os pacientes para as determinadas especialidades.

Em muitos casos, é na triagem que o paciente recebe os primeiros cuidados, tais como oxigênio, imobilização cervical ou ventilação. Esses procedimentos muitas vezes requerem o uso de aparelhos, e como a quantidade de maquinário é limitada, é preciso saber qual quadro requer ou não o uso dos mesmos.

Como o Atendimento Pré-Hospitalar (APH) é crucial para identificar problemas graves e auxiliar a equipe médica no tratamento do paciente, não há como deixar de salientar sua importância para acelerar os processos de atendimento nas emergências.

Ao adotar um processo rígido e detalhado de triagem, o hospital reduz a incidência de erros no APH e otimiza o atendimento de urgência aos pacientes.

Nesse aspecto, a metodologia LEAN auxilia na eliminação de desperdícios e otimização dos processos. Será que está na hora de rever o APH da sua instituição?

Saiba mais sobre a metodologia LEAN no nosso artigo “Como os hospitais estão usando o sistema lean para evitar desperdícios e aumentar a eficiência”

2) Diálogo com a comunidade e educação são chaves para acelerar o atendimento

O velho ditado que diz que a prevenção é o melhor remédio pode estar batido, mas nunca deixará de ter sua parcela de verdade. A população que possui acesso a informações sobre medidas profiláticas e participa de campanhas de prevenção de doenças possui chances menores de precisar de atendimento de emergência no futuro.

É claro que existem outros fatores que implicam diretamente na saúde de um ser humano (alimentação, horas de sono, tabagismo e outros vícios, etc), mas o melhor caminho para a redução do atendimento de emergência será sempre a educação.

Hospitais e outras unidades de saúde podem – e devem – incentivar a criação das campanhas de conscientização e colocar profissionais para dialogar com os pacientes, explicando a importância dos hábitos saudáveis como chave para a redução das necessidades hospitalares.

Outro ponto importante das campanhas de conscientização tange à necessidade do atendimento hospitalar. Não é difícil encontrar alguém que corre para o hospital ao menor sinal de desconforto.

As unidades de saúde podem realizar campanhas para auxiliar a população com tratamentos básicos que devem ser feitos em casa. Se a ideia é reduzir as filas de espera nas emergências, diminuir o número de casos leves que vão ao hospital sem necessidade é um ótimo passo rumo ao fim das longas esperas.

3) Gestão das jornadas de trabalho

As unidades de emergência operam durante vinte e quatro horas por dia, isso significa que existem turnos e mais turnos de profissionais entrando e saindo de seus postos de trabalho durante todo o ano. Um grande fator causador de filas de espera é a má gestão desses turnos.

É preciso analisar cuidadosamente os horários de pico e os setores mais acionados antes de montar as escalas de trabalho. Para ajudar nesta análise, uma revisão detalhada da escala de trabalho dos últimos meses comparada com os dias de maiores incidências de fila pode revelar pontos de melhoria neste processo.

O gestor deve traçar as folgas e turnos com base em dados concretos para evitar que existam momentos em que a unidade fique com um número inadequado de médicos e enfermeiros à disposição dos pacientes para realizar atendimentos de urgência.

4) Análise avançada dos gargalos e estímulo da comunicação

Existem empresas que são especializadas em analisar processos e identificar pontos positivos e negativos relacionados a eles. Se a unidade de saúde passa por severas dificuldades para reduzir as filas, isso é um sinal de que existem gargalos significativos em suas operações.

Caso não seja possível identificá-los internamente, a contratação dos serviços de consultoria para facilitar a procura e solução dos problemas no atendimento é uma alternativa.

Em alguns casos, os gargalos encontram-se nas dificuldades de comunicação entre equipes. Desde o APH até a alta do paciente há um longo caminho que envolve diversos profissionais e setores.

Caso não haja eficiência comunicacional entre todos, existem grandes chances de novos gargalos surgirem. O ideal é que sejam estabelecidos processos eficientes para todas as etapas do trabalho, mas tudo começa na comunicação, portanto, vale investir em campanhas internas para otimizá-la.

Vale lembrar que embora essa falha pareça estar “na ponta”, a revisão de processos internos pode indicar gargalos que impactam drasticamente no tempo de espera dos pacientes, inclusive falhas administrativas.

5) Capacitação profissional

Conforme dissemos no primeiro tópico, profissionais capacitados são a chave para um APH eficiente e ágil. Essa lógica também se aplica ao restante das etapas de atendimento do paciente, portanto, quanto mais o hospital investe em treinamento e capacitação de seus colaboradores, melhor serão os índices de satisfação das pessoas e também a agilidade no atendimento ao público.

Investir em treinamento pode parecer algo surreal em tempo de crise, principalmente devido ao custo que muitos cursos oferecem, porém, o gestor precisa encará-los como uma forma de investimento e não apenas como um custo adicional.

Os profissionais assistenciais por vezes possuem alta capacidade técnica, mas carecem de informações e treinamentos sobre negócio, pois este tópico foge de suas formações. Por isso, é importante que empresas invistam em parcerias com instituições que possam lhe ajudar a sanar este gap.

A Intensicare, por exemplo, faz parte de um programa da Fundação Dom Cabral para promover o conhecimento em gestão e administração para seus profissionais, para que estejam aptos a estudar, criar e rever processos; apontar soluções e buscar por inovações que melhorem todas as áreas da instituição. Assim a empresa é capaz de promover um atendimento cada vez mais eficiente, humano e ágil aos pacientes.

Esses são alguns procedimentos que uma unidade hospitalar de emergência pode adotar para reduzir as longas filas e o descontentamento dos pacientes. Se você se interesse por assuntos relacionados à gestão hospitalar e quer se aprofundar no tema, não deixe de conferir outros conteúdos do nosso blog e se inscrever na nossa newsletter.

Deixe seu comentário e partilhe com os demais leitores as suas experiências na gestão de equipes em unidades médicas e UTIs.

2 Comentários


  1. Muito bom o assunto 5 práticas de atendimento de urgência que podem diminuir a fila de espera,parabéns a equipe intensicare.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *