Avaliação de performance: gestão hospitalar baseada em métricas

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Assim como em grandes empresas e indústrias, hospitais e UTIs também precisam organizar seu modelo de gestão e adotar as melhores práticas administrativas para colherem resultados positivos. As exigências de um mercado cada vez mais competitivo, somada aos desafios oriundos do universo e da gestão hospitalar, fazem com que os diretores tenham que orientar seus esforços para criar uma unidade de saúde moderna, capaz de atender bem os pacientes e que seja economicamente rentável.

Para encarar este desafio de realizar uma gestão hospitalar eficiente e de grande impacto, a diretoria pode escolher diversos caminhos e estratégias, mas é evidente que sem uma avaliação de performance todo este trabalho fica mais difícil.

Para quem ainda não conhece o conceito, a avaliação de performance é uma maneira de mensurar a qualidade do trabalho coletivo ou individual com o objetivo de estabelecer padrões de excelência e permitir aos colaboradores e ao corpo clínico que conheçam quais são as expectativas da empresa sobre seu desempenho.

Ela é a maneira mais simples e eficiente para a diretoria enxergar quais são os resultados colhidos por sua gestão e quais são os aspectos que carecem de mais atenção e melhorias.

Para ampliar ainda mais a eficiência da avaliação de performance, é possível contar com os benefícios da tecnologia, mais precisamente do cruzamento e análise de dados, para garantir resultados ainda mais precisos e uma leitura aprofundada da performance da unidade, dos colaboradores e da equipe médica.

Neste post iremos abordar as facilidades e vantagens trazidas pelo uso de métricas na avaliação de performance da gestão hospitalar. Confira quais são as métricas mais eficientes e como elas podem ser utilizadas para ampliar a qualidade da gestão hospitalar.

Gestão hospitalar: automatização como forma de gerar dados

Antes de falarmos sobre as métricas, é preciso entender que elas funcionam com base em dados. Essas informações são geradas conforme o trabalho é feito, porém, com a ajuda da tecnologia, é possível computá-las com rapidez e fazer o cruzamento de informações oriundas de diversas áreas para enfim conseguir analisar os resultados de forma abrangente.

Diante dessa tarefa, fica evidente a vantagem trazida pela adoção de um sistema de gestão, afinal, eles são capazes de gerar os dados e apresentá-los de uma maneira simplificada.

Eles também operam na automatização de atividades rotineiras, tais como agendamento de consultas, avaliação do risco de cada paciente, geração de prontuários eletrônicos ou indicação de leitos disponíveis.

Sem dúvida os sistemas de gestão hospitalar são protagonistas de uma revolução no modo de administrar e trabalhar em unidades de saúde, e, mais do que isso, representam uma mudança drástica na forma como os dados são gerados, armazenados e utilizados.

Se a sua equipe de gestores pretende utilizar métricas e análise de performance, saiba que adotar um software administrativo é o primeiro passo para ter eficiência e precisão necessária para tomar as melhores decisões.

Os indicadores operacionais

As métricas operacionais estão ligadas aos processos internos e sua eficiência. Elas servem para que os gestores afiram a qualidade dos serviços e encontrem deficiências e bons exemplos presentes no modus operandi das equipes. Podemos destacar as seguintes métricas operacionais:

  • Taxa de ocupação

Responsável por apresentar o percentual relacionado ao trânsito de pacientes e a quantidade de leitos presentes na unidade de saúde. Este índice permite aos gestores avaliarem se é preciso ampliar a capacidade do hospital ou se há um superdimensionamento na estrutura, permitindo cortes de custos sem afetar a qualidade dos serviços.

Por se tratar de algo que gera muita despesa, a ocupação dos leitos deve ser bem administrada para evitar gastos desnecessários.

  • Tempo de permanência e satisfação dos pacientes

Este índice mensura o tempo médio que um paciente permanece na unidade. Ao analisar essas informações, os gestores podem ter uma ideia da circulação de pessoas e também se existem meios de reduzir o tempo que cada um passa dentro do hospital.

Conforme um paciente permanece na unidade, ele vai tirando suas conclusões sobre o atendimento que está recebendo e a qualidade dos serviços e da infraestrutura.

Tendo em vista que a premissa básica de qualquer unidade de saúde é atender e acolher bem os pacientes, é fundamental que os gestores não ignorem a opinião do consumidor.

Para avaliar a performance dos profissionais torna-se fundamental a prática de ouvir os pacientes, muitas vezes encontram-se erros e gargalos que passam batido pela equipe e só são percebidas por quem se encontra “do outro lado do balcão”.

Os indicadores financeiros

Um hospital ou UTI privado, além de apresentar bom atendimento e serviços de ponta, precisa apresentar rentabilidade financeira. Serviços, materiais e equipamentos médicos são custosos e por isso a saúde financeira é fator fundamental para conseguir manter as operações e oferecer qualidade aos pacientes.

Existem métricas voltadas apenas para a gestão financeira, e elas também devem fazer parte dos dados analisados pela Diretoria. Destacamos:

  • ROI (Retorno sobre o Investimento)

Controle financeiro é fundamental para que não haja desequilíbrio entre gastos e ganhos. O ROI é uma métrica utilizada para analisar qual a capacidade de retorno financeiro que um novo investimento pode trazer para a instituição.

O ROI é capaz de ser aplicado sobre qualquer investimento feito pelo Hospital, desde a contratação de uma nova equipe de profissionais até o rendimento trazido por um novo equipamento ou procedimento realizado na unidade. Para calculá-lo, subtraia o investimento inicial do lucro obtido até então, e divida o valor pelo investimento inicial ([Lucro – investimento inicial] / Investimento inicial). Por exemplo, se o seu lucro até agora foi de 1 milhão de reais, e o investimento inicial foi de 200 mil reais, a conta seria (R$ 1.000.000,00 – R$ 200.000,00) / R$ 2000.000,00 = 4. Ou seja, o seu retorno foi 4 vezes maior do que seu investimento inicial.

  • EBTIDA

De maneira resumida, podemos dizer que o EBTIDA é a medição da lucratividade do hospital antes de incidir sobre este número os juros, impostos, depreciação e amortização. Trata-se de uma métrica que mede os resultados de maneira “pura” e que dá a possibilidade de analisar o processo como um todo e não apenas o resultado final.

Ele ajuda na compreensão do desempenho da empresa pois mede a produtividade e eficiência. Em empresas de capital aberto, o EBTIDA é muito recorrente na hora de divulgar balanços financeiros.

Os indicadores clínicos

Por fim, iremos elencar aqui alguns indicadores clínicos que são fundamentais para mensurar o sucesso das equipes no tratamento dos pacientes.

  • Taxa de mortalidade no hospital

Este índice relaciona o número de óbitos constatados em relação à quantidade de óbitos que eram previstos pela equipe médica. Com esta taxa em mãos, os gestores podem comparar o índice em relação à outras unidades de saúde, concorrentes e até mesmo à taxa de mortalidade do país. Este número leva à reflexão sobre procedimentos médicos e também sobre a qualidade do atendimento, do tratamento e das equipes médicas.

  • Taxa de infecção hospitalar

A sepse é um assunto sério e que deve receber toda atenção por parte do corpo médico e diretivo de um hospital. Altos índices de infecção sugerem que existem problemas na higiene e nos procedimentos adotados, algo que é inaceitável para qualquer hospital.

  • Taxa de reinternação

Auxilia os diretores a medir a eficiência dos tratamentos oferecidos e permite que sejam avaliadas as condições e competências das equipes responsáveis por cada setor. Quanto maior for o índice de reinternação, mais alto serão os custos e há a possibilidade de queda vertiginosa na avaliação feita pelos pacientes.

 

Essas são algumas informações sobre as métricas e sua importância na avaliação de performance. Se você quer ficar por dentro de temas sobre a gestão hospitalar, assine a nossa newsletter e receba conteúdos exclusivos produzidos pela equipe da Intensicare!

Imagem: Gtt Healthcare

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