Como a gestão compartilhada de serviços hospitalares ajuda a salvar vidas

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Qualidade no tratamento  e no atendimento oferecidos. Estes são dois dos principais fatores que fazem com que muitas instituições de saúde busquem a gestão compartilhada, principalmente em se tratando de  setores complexos que demandam por excelência nos serviços executados, como as UTIs.

Além de melhorias perceptíveis na prestação de serviços, o fato de delegar funções a uma gestão compartilhada permite às empresas médicas solucionarem problemas recorrentes na administração, muitos deles com impacto direto na qualidade de vida dos pacientes atendidos, como o fechamento de leitos pela ausência de profissionais qualificados e a falta de materiais, medicamentos e equipamentos modernos para para dar suporte ao tratamento.

Embora divida opiniões, a gestão compartilhada mostra-se cada vez mais benéfica tanto para gestores quanto para pacientes. Seria o caminho certo para salvar mais vidas?

Gestão compartilhada no Brasil

No Brasil, a gestão compartilhada foi implantada gradativamente a partir da vinda das primeiras empresas multinacionais. Inicialmente, o objetivo da gestão compartilhada de setores empresariais era otimizar os serviços: produzir mais, com mais qualidade e em menos tempo, para, enfim, obter mais influência e aumentar a competitividade da empresa no mercado.

Aos poucos, os benefícios da gestão compartilhada superaram os objetivos iniciais. Além da vantagem competitiva, a descentralização do mercado, a redução de custos operacionais, a melhoria na qualidade dos serviços e o alívio no sistema organizacional de grandes corporações são algumas das vantagens que fizeram com que a gestão compartilhada passasse a ter significativa adoção também em outros setores, entre eles , o hospitalar.

Inicialmente, a gestão compartilhada no setor hospitalar brasileiro esteve muito associada a serviços “de apoio”, como medicina diagnóstica (laudos de exames), fornecimento de alimentos para dietas hospitalares e a gestão de serviços gerais (lavanderia, limpeza e cafeteria, por exemplo). Aos poucos, além desses serviços, o atendimento profissional também passou a ser terceirizado e atualmente é possível ver setores inteiros compostos por empresas terceirizadas dentro de hospitais, inclusive UTIs, já que requerem cuidados muito específicos e qualidade superior nos equipamentos, características frequentemente defasadas pela carência de recursos humanos e financeiros.

Porque adotar a gestão compartilhada

A gestão compartilhada de serviços acontece quando empresas transferem determinadas atividades, que antes eram realizadas internamente, para organizações especializadas.  Tal tipo de iniciativa vem sendo cada vez mais adotada por diversos segmentos no mundo corporativo por uma razão bastante simples: o fato de terceirizar um serviço está diretamente ligado a busca por melhorias.

Ao adotar este modelo em seu sistema administrativo, o hospital pode deslocar profissionais e seus esforços à áreas mais relacionadas à sua especialidade,  deixando setores mais complexos ou que carecem de maior especialidade do que a que os profissionais internos dominam  para empresas  especializadas e que possam desenvolver o trabalho com maior qualidade, menor custo operacional e, muitas vezes, em menos tempo, já que costumam ter total autonomia na gestão do serviço e, portanto, não demandam intervenção suplementar da gestão hospitalar.

Além da redução de custo, a prática visa a eficiência no atendimento ao cliente, sendo esta a maior das prioridades no caso de setores ligados à saúde. A intenção da gestão compartilhada, alinhadas às responsabilidades inerentes aos profissionais da saúde, é potencializar e expandir a qualificação dos serviços prestados, oferecendo um tratamento eficiente da entrada ao pós-alta do paciente.

Em UTIs, a escolha por esse tipo de serviço procura oferecer resultados mais humanizados, disponibilizando uma estrutura mais moderna e focando no conforto e experiência do paciente, transmitindo, assim, maior segurança e confiança no atendimento prestado.

Benefícios da gestão compartilhada

As vantagens da gestão compartilhada envolvem desde a redução de custos até a otimização da qualidade do serviços prestados, sendo esta última, talvez, a principal vantagem da adoção do método, pois, ao oferecer melhor atendimento, o hospital está impactando na qualidade de vida dos pacientes.

Além disso, entre as principais vantagens da gestão compartilhada para um hospital, podemos destacar:

  • Aumento da qualidade dos serviços

Uma das maiores vantagens de se optar pela gestão compartilhada está na possibilidade de oferecer os serviços de profissionais mais qualificados, e, portanto, deter maior número de especialistas dentro do ambiente médico.

Uma empresa contratada para cuidar especificamente de uma área possui mão de obra especializada e é capaz de sugerir e operacionar implementações tecnológicas, além de estar em constante contato com novos processos e informações do meio.

A gestão compartilhada de UTIs, por exemplo, garante acesso a especialistas em diferentes áreas de atuação e assegura a utilização de equipamentos modernos, sem a necessidade de interferência direta do pessoal já contratado pelo hospital, o que garante também maior conforto e segurança para os pacientes.

Outra vantagem a se citar na contratação de empresas terceirizadas para a meio hospitalar, é o fato dos contratos serem flexíveis, podendo serem negociados de acordo com o interesse de ambas as partes, hospital e empresa prestadora do serviço.

  • Eficiência na limpeza

A gestão compartilhada da limpeza no hospital é uma das mais enfatizadas, já que a higienização realizada de forma correta é fundamental para área da saúde, visando o bem-estar de pacientes e funcionários.

A limpeza realizada de forma bem-sucedida traz inúmeros benefícios, como a redução de riscos de infecção hospitalar e o melhor aproveitamento de medicamentos através da redução do uso de antibióticos. Além disso, a gestão compartilhada na parte da limpeza também garante o descarte seguro dos resíduos hospitalares e a lavagem técnica especializada de equipamentos de uso rotineiro.

  • Facilidade na administração

Com a adoção da gestão compartilhada, cada setor terceirizado fica responsável pela sua própria gestão de serviço, facilitando o controle de resultados, já que a comunicação ocorrerá diretamente pelo responsável do setor.

Para garantir a excelência e idoneidade proposta, as empresas prestadoras de serviços contam com uma equipe de supervisores que acompanham e dão suporte em todas as etapas dos processos realizados pelo departamento terceirizado.

  • Ótimo custo-benefício

Os serviços prestados pela gestão compartilhada são, geralmente, oferecidos a médio ou longo prazo. Pensando em um período de tempo maior, o regime tende a possibilitar a redução dos gastos com recursos humanos e equipamentos, uma vez que, por priorizar funcionários muito qualificados e muitas vezes independentes da administração do hospital, permite a redução de custos com contratação de profissionais, além de garantir que seja feito melhor manuseio e aproveitamento de máquinas e equipamentos, resultando, portanto, em menor desperdício.

  • Otimização do tempo

O melhor uso do tempo por parte da gestão compartilhada é também uma vantagem considerável em hospitais que optam por este tipo de regime. O uso da mão de obra mais qualificada resulta em uma divisão de tarefas mais eficaz, com resultados significativos no emprego do tempo e esforços demandados, principalmente por setores de alta complexidade.

A otimização do tempo é sentida, também, no que diz respeito à seleção de funcionários para o setor terceirizado, ao, cumprimento das condições e benefícios de trabalho dos mesmos e da garantia e supervisão do trabalho,  que tornam-se responsabilidade da nova administradora. Mesmo com a necessidade de acompanhamento e comunicação com os supervisores das áreas terceirizadas, o tempo gasto para a atividade acaba sendo reduzido consideravelmente.

  • Possibilidade de crescimento com um investimento baixo

A redução de custos aliada ao aumento da qualidade e a otimização de tempo resulta em um investimento que, a longo prazo,  traz um ótimo custo-benefício. Adotar a gestão compartilhada oferece possibilidades de expansão reais, com o diferencial de ter implantação simples e grande potencial de obtenção de um ROI positivo.

  • Aumento da lucratividade

Com o tempo, os benefícios da gestão compartilhada podem representar, ao mesmo tempo, otimização dos gastos e  aumento na lucratividade das operações, ou seja: retorno positivo e seguro sobre o investimento inicial.

UTIs de alta performance

A implementação da gestão compartilhada é um excelente caminho para auxiliar e complementar o processo de atendimento nos hospitais, assumindo um papel fundamental na qualidade de serviço oferecido para os pacientes.

A Intensicare, maior especialista em UTI do Brasil, tem, como princípios, o tratamento humanizado e multidisciplinar dos pacientes e busca o alcance do maior número de pessoas possível através de profissionais qualificados e medicina de alta performance. Com uma estrutura completa e equipamentos modernos, a Intensicare possui um método único de gestão, padronizando procedimentos e rotinas.

 

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