Tele-AVC: garantindo atendimento rápido e eficaz, Intensicare inova ao salvar vidas 

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O tempo é fator determinante para salvar a vida de quem sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e impedir a ocorrência de sequelas ou incapacidade. No Brasil, algumas empresas e hospitais estão fazendo a diferença ao adotar recursos inovadores, focados na tecnologia, para garantir o atendimento ao paciente com rápida triagem, encaminhamento imediato a exames e tratamento eficaz na Unidade de Terapia Intensiva. É o caso do programa Tele-Stroke ou Tele-AVC, implantado pela Intensicare, gestora de UTIs, pioneiramente no Tocantins, no Hospital Oswaldo Cruz, em Palmas. O Tele-AVC sistematiza o atendimento ao paciente vítima de AVC, desde a entrada da pessoa ao hospital até o momento da alta médica e depois na reabilitação. O programa tem atingido grandes níveis de sucesso e poderá ser expandido, em breve, pela Intensicare, a outros Estados do país onde a empresa tem atuação.

“O nosso primeiro programa de Tele-AVC foi implantado no Hospital Osvaldo Cruz, em Palmas (TO), onde temos leitos de UTI garantidos para dar suporte ao Tele-AVC. Nosso objetivo é aprimorar o programa, podendo, em curto prazo, aplicá-lo em outros hospitais do país”, destaca o coordenador do Tele-AVC no Tocantins e neurocirurgião, Márcio Antônio Figueiredo.

Com o Tele-AVC, o paciente que chega ao hospital com suspeita da doença é imediatamente encaminhado aos exames laboratoriais e tomografia de crânio, que são realizados em cerca de 10 minutos. Por meio da tecnologia, os exames são analisados em conjunto pela equipe multidisciplinar especializada do hospital e neurologistas de maneira online, procedimento que dura cerca de 15 minutos. Em caso de confirmação, o paciente é encaminhado à UTI para início do tratamento: se for um AVC Isquêmico, acontece a aplicação do trombolítico; se for hemorrágico, ocorre a retirada do sangue, procedimentos que iniciam em 25 minutos após a chegada do paciente ao hospital.

“O Tele-AVC é um programa de sucesso. Hoje em Palmas (TO), no Hospital Oswaldo Cruz, temos cinco leitos específicos para pacientes com AVC na UTI gerida pela Intensicare. Também chamado de Tele-Stroke, esse programa inicia, desde o pronto socorro, o atendimento ao paciente, convocando toda a equipe médica pelas tecnologias, por meio de smartphones e tablets. Por exemplo, um tablet fica no pronto socorro, outro na tomografia e um na UTI. Todos os neurologistas da cidade são inseridos nesse programa, nesse grande grupo, e a partir do momento em que os profissionais do pronto socorro identificam um caso suspeito de AVC, eles cadastram o paciente neste aplicativo, que já notifica a tomografia, para dar prioridade ao paciente, aciona os neurologistas e avisa também a equipe médica para preparar o leito na UTI, onde o paciente vai receber o tratamento”, explica Rafaela Boaventura, enfermeira e gerente de casos do Tele-AVC em Palmas (TO).

O AVC é a doença que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade no mundo: cerca de 70% das pessoas que sofrem um derrame não retorna ao trabalho depois do acidente vascular cerebral e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a dia. Conforme Rafaela Boaventura, a própria população não sabe identificar bem um quadro de AVC, demorando a procurar ajuda médica e comprometendo um tempo que poderia ser determinante para salvar a vida da pessoa ou evitar graves sequelas.

“A importância dessa tecnologia nos permite tratar o paciente em tempo mais hábil, evitando sequelas. Há uma janela de tratamento para o AVC, de poucas horas, que começa quando inicia o primeiro sintoma do paciente ainda na casa dele. Por isso é importante a conscientização da população, que deve, ao primeiro sinal, procurar um hospital. Quando existe um atendimento especializado, como esse oportunizado pelo Tele-AVC da Intensicare, ganha-se tempo para o tratamento eficaz. Após a confirmação do caso de AVC, o paciente é encaminhado imediatamente à Unidade AVC da UTI, onde recebe a medicação para reverter o problema. Toda essa agilidade no tratamento diminui a mortalidade, as sequelas, melhora a reinserção dos pacientes em suas vidas e na sociedade”, informa a enfermeira.

Sobre o programa

O Tele-AVC capacita equipes multidisciplinares de hospitais a prestarem atendimento a pacientes com AVC, assim como as conecta a neurologistas 24 horas por dia, nos sete dias da semana, por meio da tecnologia. Desta maneira, os protocolos internacionais de cuidados em AVC que prezam pela agilidade no atendimento, indicando o tempo máximo de 3 horas entre o diagnóstico e início do tratamento, podem ser aplicados em todas as localidades e os pacientes não precisam mais ser deslocados até outras cidades para receber atendimento. O paciente com sintomas de AVC deve procurar uma unidade hospitalar especializada o mais rápido possível, já que o tempo é crucial para salvar vidas e evitar sequelas.

Identificando o AVC

Os fatores de risco para o AVC são os mesmos que provocam ataques cardíacos: hipertensão arterial; colesterol elevado; fumo; diabetes; histórico familiar; ingestão de álcool; vida sedentária; excesso de peso; estresse, entre outros.

É importante prestar atenção aos sintomas para saber identificar um AVC e procurar ajuda médica o mais rápido possível. Um diagnóstico caseiro pode ser feito para verificar se o caso é o acidente vascular ou não. A primeira coisa é pedir a pessoa para sorrir e observar se um dos lados do rosto está com aspecto torto; em seguida a pessoa deve levantar os dois braços e é preciso observar se há incapacidade de manter ambos os membros estendidos; depois é só pedir a pessoa para dizer uma frase bem simples ou cantar uma música conhecida. É necessário checar se a fala está estranha ou arrastada. Observando qualquer um desses sinais, é preciso acionar imediatamente uma ambulância.

 

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